Caçado um protótipo XC da Canyon em Chelva, nova Lux World Cup?
Rotulada de forma explícita como “Proto” não deixa lugar a dúvidas. Não se trata de um montagem especial nem de uma simples atualização estética, mas de um desenvolvimento em fase avançada que a Canyon está testando já em circuito.
Canyon testa em Chelva uma misteriosa “Proto” que poderia redefinir sua gama XC
Foi nos treinos prévios aos Internacionais de Chelva que pudemos ver Thibaut François, atual campeão da Espanha XCO Sub23, rodando com uma bicicleta camuflada que chama a atenção por si só.

A primeira vista, a bicicleta parece completamente nova, em relação à atual Canyon Lux World Cup que a equipe Canyon XC Racing utiliza em competição. O quadro está coberto de maneira estratégica, mas há elementos que saltam imediatamente à vista. O mais evidente é o redesenho total da bieleta. Desaparece o característico duplo anclagem ao tubo superior que vimos na atual Lux World Cup e conta com uma bieleta diferente, menos integrada, mas que aparenta um conjunto mais leve. O fato de a bieleta ser metálica nos faz pensar que estaremos diante de uma unidade de desenvolvimento ainda em fase de validação.
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Também dá a sensação de que a bicicleta ganhou curso. A suspensão dianteira parece claramente de 120 mm e a parte traseira transmite a mesma impressão. Embora não haja confirmação oficial, tudo aponta para que poderia tratar-se de um esquema 120/120 mm (suposto), algo que se encaixaria com uma evolução da atual Lux WC de 100/100mm.
A geometria parece ter mudado de forma notável e, ao menos, visualmente se aproxima mais do conceito da Canyon Lux Trail apresentada em 2024 do que da atual Canyon Lux World Cup, com a qual Jenny Rissveds conquistou o último Mundial XCO.

Convém lembrar que a Lux World Cup 2023 representou um avanço em leveza e eficiência dentro do XC puro, com 100 mm de curso em ambos os eixos e um quadro CFR extremamente leve. Por sua vez, a Lux Trail apostou em uma interpretação mais Downcountry, com 120 mm na frente e 115 mm atrás, uma geometria mais lançada e um enfoque mais polivalente. O protótipo visto em Chelva parece situar-se em um ponto intermediário, embora com uma identidade própria que vai além de uma simples evolução.
Mais do que uma atualização pontual, o que transmite esta “Proto” é uma mudança estrutural importante. O sistema de suspensão traseira continua sendo monopivô, mas o triângulo traseiro parece repensado e a área de direção também apresenta modificações claras. Mesmo assim, há detalhes que nos fazem pensar que o modelo ainda não está fechado definitivamente.
Além de Thibaut François, também vimos Luca Schwarzbauer treinando com uma unidade como esta, e será fundamental verificar se começam a utilizá-la em competição nas próximas competições internacionais.