Adeus ao icônico pódio de 5 na Copa do Mundo de MTB que começou assim há 30 anos
A temporada 2025 da Copa do Mundo UCI de Mountain Bike começará na próxima semana no Brasil com muitas mudanças importantes no regulamento, mas haverá uma muito especial que quebra com uma tradição de mais de 30 anos: o emblemático pódio de cinco corredores passará a ser agora apenas de três, como em qualquer competição. Este ajuste ocorre após um novo regulamento implementado pela Warner Bros Discovery e pela União Ciclística Internacional (UCI), gerando reações mistas entre corredores e fãs.

Por que na Copa do Mundo de MTB o pódio era 5 e por que não haverá mais
Nas provas da Copa do Mundo de MTB (XCO e DH) era muito característico que o pódio final fosse formado pelos 5 mais rápidos da corrida, em vez do tradicional de 3. Mas o que pouca gente sabe é que este formato estendido tinha uma história particular que começou em Cairns, Austrália, em 1994. Foi o site canadense CyclingMagazine que soube lembrar agora que nessa corrida, um jovem australiano chamado Cadel Evans, então com 17 anos, esteve lutando grande parte da corrida para manter o terceiro lugar, mas no final caiu para o quinto lugar. Martin Whiteley, à frente da federação australiana na época, correu para solicitar uma exceção à UCI e ao patrocinador Grundig para que Evans pudesse subir ao pódio e receber o reconhecimento de seu público local. A ideia foi tão bem recebida que se manteve até os dias atuais.
Por três décadas, este formato de pódio foi um símbolo do MTB, diferenciando não apenas de outros esportes, mas também das outras disciplinas ciclísticas. No entanto, para a temporada 2025, a UCI e a Warner Bros decidiram voltar ao formato tradicional, semelhante ao utilizado nos Jogos Olímpicos, justificando-o como uma mudança necessária para se alinhar com os padrões globais do ciclismo de competição.
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No entanto, essa decisão está gerando debate entre os atletas e suas equipes. Por exemplo, a ciclista canadense Haley Smith apontou que reconhecer os cinco primeiros promove a competitividade, pois representa um incentivo psicológico extra para os ciclistas que buscam esse reconhecimento público. Outros corredores, como Miranda Miller, entendem a necessidade de simplificar e dar destaque exclusivo aos três primeiros lugares, embora reconheçam que o formato estendido oferecia mais oportunidades aos patrocinadores.
Enquanto alguns celebram a simplificação do pódio, outros acreditam que com essa medida se perde parte do espírito da competição de MTB. O que está claro é que a partir do próximo fim de semana teremos que nos acostumar a ver apenas os 3 mais rápidos no pódio.