Por que se chama Maglia Ciclamino a camisa roxa do Giro da Itália?
O Giro da Itália não se distingue apenas pela icônica maglia rosa. A grande volta italiana também conta com uma das camisetas mais reconhecíveis e peculiares do ciclismo mundial, a Maglia Ciclamino, a camiseta que identifica o líder da classificação por pontos e que em 2026 volta a ser um dos grandes objetivos para os velocistas e corredores mais regulares do pelotão.
A história da Maglia Ciclamino, a camiseta mais peculiar do Giro
Embora muitos fãs a conheçam simplesmente como “a camiseta roxa do Giro”, nem sempre foi dessa cor e seu nome tem uma origem muito concreta e profundamente ligada à Itália. O termo “ciclamino” refere-se ao ciclame, uma flor de tons fúcsias e violetas muito popular no país transalpino. Essa cor intensa foi precisamente a escolhida para diferenciar a classificação de regularidade e acabou se tornando uma das imagens mais reconhecíveis da corrida.
A classificação por pontos do Giro nasceu oficialmente em 1958, embora o conceito de premiar a regularidade já existisse desde os primeiros anos da prova. Nas primeiras edições do Giro, entre 1909 e 1913, o vencedor final era decidido precisamente por um sistema de pontos e não por tempos acumulados como ocorre atualmente.

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No entanto, a Maglia Ciclamino como camiseta distintiva não apareceu de forma estável até o final dos anos sessenta. Desde então, se tornou o símbolo dos sprinters e dos corredores capazes de somar pontos de maneira constante em chegadas massivas, metas volantes e etapas intermediárias.
A cor original acompanhou o Giro durante décadas, de 1970 a 2009, embora posteriormente a organização decidisse substituí-la por uma camiseta vermelha entre 2010 e 2016. Aquela mudança nunca convenceu boa parte dos fãs nem do entorno histórico da corrida, por isso em 2017 o Giro recuperou definitivamente o tom ciclamino tradicional que se mantém atualmente.
Diferente da classificação geral, onde o tempo decide o líder, a Maglia Ciclamino se baseia na soma de pontos obtidos em cada etapa. Isso permite que os velocistas tenham um grande objetivo próprio mesmo em uma corrida dominada por escaladores e aspirantes à geral. As chegadas ao sprint costumam conceder a maior quantidade de pontos, embora também existam bonificações em metas intermediárias distribuídas ao longo do percurso.
A história da camiseta também está cheia de grandes especialistas. Francesco Moser e Giuseppe Saronni continuam sendo os ciclistas que mais vezes conquistaram essa classificação, ambos com quatro títulos. Após eles aparecem nomes históricos como Roger De Vlaeminck ou Mario Cipollini, referências absolutas do sprint em diferentes épocas do Giro.
Em 2026, a Maglia Ciclamino volta a ter um enorme protagonismo graças a um percurso repleto de oportunidades para os velocistas. Além da cor ou da tradição, continua representando uma das lutas mais espetaculares e abertas da corrida italiana.