Pogačar estará no Mundial do Canadá apoiando sua Seleção
Tadej Pogacar não poderá defender a camisa arco-íris no próximo Mundial de Montreal, mas estará no Canadá junto à seleção eslovena. Uroš Murn, selecionador nacional, confirmou que Pogacar viajará durante a semana do Mundial para apoiar seus companheiros e também sua parceira, Urška Žigart.
Pogacar viajará ao Canadá apesar de ter terminado sua temporada
A duríssima queda que Tadej Pogacar sofreu durante a oitava etapa da Vuelta mudou completamente o final de sua temporada. O esloveno teve que abandonar como líder e posteriormente foram confirmados uma concussão cerebral, uma fratura deslocada da clavícula esquerda e uma fratura estável da vértebra cervical C7.
Após passar por cirurgia, Pogacar está completamente focado em sua recuperação e UAE Team Emirates-XRG já confirmou que não voltará a competir em 2026.
Isso significa que ele não poderá tentar conquistar sua terceira camisa arco-íris consecutiva, mas Uroš Murn acaba de confirmar que ele estará presente em Montreal.
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"Posso confirmar que Tadej viajará ao Canadá durante a semana anterior à corrida de estrada. Ele chegará na terça-feira e ficará até o final. De qualquer forma, ele se juntará a nós", explicou o selecionador.
Pogacar estará lá como torcedor e como apoio para a equipe. Além disso, terá outro motivo importante para acompanhar o Mundial da estrada, já que sua parceira Urška Žigart também competirá pela Eslovênia.

Roglic será a principal aposta da Eslovênia
Sem Pogacar, Primoz Roglic passa a ser o principal representante esloveno. Sua presença no Mundial, no entanto, não estava completamente decidida antes de começar a Vuelta.
"Antes da Vuelta eu ainda não sabia ao certo se iria ao Mundial. Concordamos em conversar durante o segundo dia de descanso. Então ele confirmou feliz sua participação porque ele mesmo viu que está em uma forma excelente e que pode tirar proveito disso. Não houve nenhuma condição em relação ao papel de capitão", explicou Murn.
O selecionador acredita que precisamente os corredores que terminarem a Vuelta em boas condições podem chegar especialmente fortes ao Canadá.
A ausência de Pogacar também muda completamente a estratégia da Eslovênia. Durante os últimos anos, contar com o grande favorito os obrigava a assumir boa parte do controle da corrida. Desta vez poderão jogar de uma posição diferente.
"Pelo que vejo na mídia, agora nos deixaram um pouco de lado e isso sem dúvida joga a nosso favor".
Murn espera, portanto, uma corrida muito mais aberta e com mais ataques. A Bélgica será, em sua opinião, uma das seleções que terá que assumir o controle, embora também tenha que gerenciar as aspirações de seus dois grandes líderes: Remco Evenepoel e Wout van Aert.
Evenepoel é o grande favorito para Murn
Entre todos os candidatos ao arco-íris, o selecionador esloveno coloca Remco Evenepoel acima dos demais. "Com certeza o veremos na final. É o primeiro favorito".
Mas Murn também aponta vários corredores que estão mostrando um grande nível na Vuelta e que poderiam chegar a Montreal em um estado de forma ótimo se conseguirem se recuperar do desgaste de três semanas de competição. "A Vuelta demonstrou quem realmente tem boas pernas e também teremos que levá-los em conta. Desde Enric Mas até Oscar Onley, Felix Gall…".
A mudança de cenário também permitirá modificar o papel de ciclistas como Matej Mohoric, que deverá ter maior liberdade para buscar movimentos ofensivos ao não ter que trabalhar para Pogacar.
Outra incógnita é Jakob Omrzel. Murn quer esperar até que termine a Vuelta para verificar como ele assimila sua primeira Grande Vuelta antes de confirmar definitivamente sua presença.
A Eslovênia chegará assim a Montreal com Roglic como principal referência e uma estratégia muito mais aberta do que a inicialmente prevista. E embora o campeão do mundo não possa defender seu título sobre a bicicleta, Tadej Pogacar estará lá para apoiar seus companheiros e Urška Žigart em um Mundial ao qual originalmente deveria chegar como o homem a ser batido.