"Não é uma punição": INEOS explica a ausência de Carlos Rodriguez no Tour
A ausência de Carlos Rodríguez no Tour de France 2026 foi uma das grandes surpresas na lista definitiva da Netcompany INEOS. O espanhol havia sido um dos homens importantes da equipe nas últimas edições da corrida, mas os problemas enfrentados durante sua preparação acabaram provocando uma mudança de planos que agora Imanol Erviti explicou em detalhes.
INEOS explica a surpreendente ausência de Carlos Rodríguez no Tour: “Não é nenhuma punição”
O diretor esportivo da equipe britânica falou sobre a situação de Rodríguez em uma entrevista concedida a Daniel Miranda para o diário AS durante o Tour de France. Erviti quis esclarecer especialmente que a decisão de deixar o andaluz fora da corrida não responde a nenhuma punição.
“A aproximação de Carlos ao Tour não foi tudo tão simples quanto gostaríamos. No Dauphiné (terminou a geral na 20ª posição) ele teve uma pequena gripe e a equipe decidiu que ele seria a referência para a Vuelta, além de também não saber se Onley poderia chegar. Para o Tour, as prioridades mudaram, mas continuamos valorizando e apreciando Carlos. Confiamos que ele estará muito bem para a Vuelta”, explicou Erviti ao AS.

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Rodríguez havia enfrentado boa parte da temporada como um dos possíveis homens da INEOS para lutar pela classificação geral do Tour. Quinto em 2023, edição na qual além disso conseguiu uma vitória de etapa, e sétimo em 2024, o espanhol também não havia disputado o Giro d'Italia e tudo apontava inicialmente para que ele retornasse à corrida francesa.
A ausência de Oscar Onley, quarto no Tour de 2025 e finalmente descartado por uma lesão no ombro, tornava ainda mais chamativa a decisão de não incluir Rodríguez entre os oito corredores selecionados para a largada em Barcelona.
No entanto, a INEOS optou por mudar sua estratégia e enfrentar a corrida com uma equipe menos centrada na classificação geral e com maior liberdade para buscar resultados nas diferentes etapas.
Erviti reconhece que a decisão também o surpreendeu e quis sair ao encontro das interpretações que apontavam para algum tipo de punição ao ciclista espanhol.
“Não é nenhuma punição o fato de ele não estar no Tour. As pessoas se surpreendem, e é um impacto até para mim, mas por isso eu queria explicar. Estou em contato com ele e a relação com o Tour às vezes é de amor e ódio para muitos. Sempre te emociona participar das corridas que você via na TV quando era pequeno. Ele é um garoto inteligente, terá saudade de não estar aqui, e isso lhe dará energia para o que vem. Ele fará o Tour da Áustria, San Sebastián, Vuelta a Burgos antes de ir para a Vuelta”, assegurou o diretor esportivo.
Dessa forma, a Vuelta a Espanha passa a se tornar o principal objetivo de Carlos Rodríguez para a segunda metade da temporada, embora a equipe ainda esteja atenta para conhecer a evolução de Oscar Onley e suas possibilidades de chegar à volta espanhola.
Antes da Vuelta, Rodríguez já está disputando o Tour da Áustria, depois será a vez da Clássica de San Sebastián e da Vuelta a Burgos como preparação.
A ausência do espanhol no Tour também havia alimentado as dúvidas sobre seu futuro dentro da equipe. Carlos Rodríguez tem contrato até o final de 2027, e Erviti assegurou que, até onde ele sabe, a estrutura britânica continua contando com o ciclista andaluz.
“Sobre isso não há dúvida. Pelo menos, que eu saiba, não há o contrário sobre a mesa”, afirmou o diretor esportivo.
Carlos Rodríguez, portanto, não ficou fora do Tour por uma questão disciplinar nem porque a INEOS deixou de contar com ele. Segundo a explicação de Erviti, uma preparação condicionada por uma pequena gripe durante o Tour Auvergne-Rhône-Alpes e a mudança de objetivos da equipe levaram a reservar o espanhol para uma segunda parte da temporada que terá na Vuelta a Espanha seu principal objetivo.