Mathieu van der Poel, lenda do ciclocross, ganha seu oitavo Campeonato do Mundo
Não houve margem para surpresas no Mundial de Hulst. À frente desde os primeiros metros, bastou pouco mais de uma volta para Mathieu van der Poel destruir a corrida do Campeonato do Mundo 2026, onde nos presenteou com uma nova exibição, quase como em cada corrida na temporada perfeita que ele tem feito.
Sem surpresas no Mundial de ciclocross, Mathieu van der Poel conquista seu oitavo arco-íris por esmagamento
Nem a pressão por ser o máximo favorito, nem o peso de enfrentar o desafio de superar o recorde de vitórias no mundial, nem mesmo algum erro em um circuito complicado como o de Hulst. Mathieu van der Poel voltou a ser o robô que pedala que tem sido ao longo de toda a temporada, na verdade, ao longo dos últimos dois anos, os que ele está sem ser derrotado em uma corrida de ciclocross, desde que aquela lâmpada cruzou seu caminho na corrida de Benidorm em janeiro de 2024.
Já na largada, repetiu-se o roteiro que temos visto nas últimas provas, com um Tibor del Grosso tentando romper a corrida de saída e bastaram apenas algumas curvas para que ele levasse consigo Mathieu van der Poel e Thibau Nys, com o resto do grupo a mais de uma dezena de segundos, descartado para a vitória quase de imediato.

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Saída ruim para Felipe Orts, que superava este primeiro trecho perto da 20ª posição, embora o alicantino logo começasse a se recuperar para se estabelecer em um grupo que, parecia, teria como único objetivo lutar pelo quarto lugar.
Enquanto isso, Van der Poel assumia a liderança do trio da frente e começava a tensionar a corda até que, no meio da segunda volta, ela se rompia e ali acabava a corrida, com pouco mais de dez minutos de corrida disputados. Restava apenas a Mathieu van der Poel manter a concentração e não cometer erros. De fato, ele até optou por passar pela zona de tábuas desmontando da bicicleta para evitar qualquer risco.
Atrás, restava esclarecer a ordem das medalhas entre um Tibor del Grosso e um Thibau Nys que alternaram suas posições e tentaram fazer valer sua aposta. Ao mesmo tempo, a cerca de vinte segundos deles, um grupinho com Nieuwenhuis, Aerts, Fontana e Orts não se dava por vencido e tentava aproveitar suas opções de chegar até os lugares de medalha.
Na sexta volta, após muitos vai e vem, Thibau Nys finalmente conseguia romper a resistência de um Tibor del Grosso. Enquanto isso, no grupo perseguidor, era um valente Felipe Orts quem lançava sua aposta e conseguia abrir um pequeno espaço que lhe permitia se lançar com tudo em busca do quarto lugar e com o sonho de alcançar Del Grosso, que rodava cerca de 20 segundos à sua frente.
Quando parecia que o pódio estava decidido, na penúltima volta, Nys cometia um par de erros que permitiam a Tibor del Grosso contar com uma segunda oportunidade que ele certamente já não esperava, enquanto Orts era alcançado pelo grupo de onde havia saído, passando pela última vez sob a meta com as medalhas a apenas 15 segundos.
E já na última volta, repetia-se o erro de Nys na subida mais íngreme do circuito, o que fazia com que Tibor del Grosso obtivesse uma vantagem que, com tão pouco tempo de corrida restante, acabou sendo definitiva na luta pelas medalhas, permitindo-lhe chegar à medalha de prata em seu debut na categoria Elite.
O grupo perseguidor se rompía nos últimos compasses da volta e, finalmente, Felipe Orts teve que se contentar com a sétima posição que, com tudo, é sua melhor colocação em um Mundial.
Classificação Campeonato do Mundo de Ciclocross 2026 – Hulst: Elite Masculino
- Mathieu van der Poel (Países Baixos) 1h00'25''
- Tibor del Grosso (Países Baixos) +35''
- Thibau Nys (Bélgica) +46''
- Joris Nieuwenhuis (Países Baixos) +55''
- Filippo Fontana (Itália) +55''
- Gerben Kuypers (Bélgica) +58''
- Felipe Orts (Espanha) +1'04''
- Toon Aerts (Bélgica) +1'04''
- Jente Michels (Bélgica) +1'04''
- Michael Vanthourenhout (Bélgica) +1'35''