GoPro sobrevive e prepara uma nova era: continuará com suas câmeras e entrará em novos negócios
A GoPro parece ter encontrado o salvavidas que precisava. Depois de vários anos complicados e quando sua situação havia chegado a colocar em risco sua continuidade no Nasdaq, a histórica marca de câmeras de ação alcançou um acordo definitivo de fusão com a Starman Optical que permitirá manter seu negócio atual e, ao mesmo tempo, abrir uma etapa completamente diferente para a empresa.
A GoPro encontra seu salvavidas e se prepara para uma nova etapa muito além das câmeras de ação
A Starman Optical adquirirá 90% da GoPro por meio de uma operação avaliada em 285 milhões de dólares. Mas além do valor, o acordo representa, acima de tudo, uma saída para uma empresa que precisava encontrar um novo rumo. A GoPro continuará desenvolvendo e dando suporte a seus produtos de consumo, enquanto expande sua atividade para setores como óptica avançada, inteligência artificial, aplicações comerciais e defesa.
A marca que praticamente tornou seu nome sinônimo de câmera de ação vinha enfrentando dificuldades há anos. A crescente concorrência em um mercado que ela mesma criou e popularizou havia complicado sua evolução e, neste mesmo verão, sua situação no mercado acionário havia definitivamente acionado os alarmes.

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Em julho, a GoPro recebeu um aviso do Nasdaq depois que suas ações permaneceram abaixo do preço mínimo de cotação de um dólar durante 30 sessões consecutivas. Nesse contexto, seu fundador e CEO, Nicholas Woodman, anunciou que aportaria 20 milhões de dólares enquanto se estudavam possíveis operações de venda ou fusão.
A solução parece ter chegado finalmente pelas mãos da Starman Optical.
A empresa americana especializada em óptica e fotônica concordou em adquirir 90% da GoPro por 285 milhões de dólares. Como parte da operação, também serão liquidadas completamente as dívidas de 92 milhões de dólares que a GoPro mantém atualmente.
As câmeras GoPro continuarão: a intenção é expandir o negócio, não substituí-lo
Provavelmente esta seja a questão mais importante para os milhões de usuários que conhecem a GoPro por suas câmeras.
O acordo não significa o fim do negócio de consumo nem o abandono de seus produtos atuais. A empresa confirmou que continuará oferecendo suporte completo à sua linha e seguirá trabalhando em seu desenvolvimento.
O que a Starman pretende fazer é aproveitar todo o conhecimento, a propriedade intelectual e a experiência acumulada pela GoPro em câmeras, óptica e imagem para construir ao redor dela uma empresa com um campo de atuação muito maior.
Além de manter o mercado de consumo, a nova GoPro buscará crescer em aplicações comerciais e de defesa, assim como em tecnologias relacionadas à inteligência artificial e segurança nacional.

É uma mudança importante para uma empresa cuja imagem pública esteve vinculada durante mais de duas décadas aos esportes de ação.
No ciclismo, e especialmente no MTB, a GoPro se tornou um dos dispositivos habituais para gravar descidas, treinos e competições do próprio ponto de vista do ciclista. Sua influência foi ainda mais além e o nome da marca acabou sendo usado de maneira habitual para se referir genericamente às câmeras de ação.
Agora esse negócio continuará existindo, mas passará a fazer parte de uma estratégia consideravelmente mais ampla.