Designer de moda e atleta de gravel: este vídeo é o exemplo perfeito de por que a modalidade faz tanto sucesso entre tantas pessoas
O gravel continua expandindo seu território além da competição e nesta nova peça, This Is Gravel, Behind The Bike With Cesar Villalba, foca em uma figura que representa bem para onde essa disciplina está evoluindo: perfis híbridos, distantes da estrutura clássica do ciclismo e com uma relação mais aberta com o desempenho.
César Villalba, entre o design e o gravel em Los Angeles: “This Is Gravel”
César Villalba não vem do ciclismo puro. Sua base é o triatlo, um ambiente marcado pelo planejamento milimétrico e pela repetição constante. Após anos dentro dessa dinâmica, decidiu buscar outro equilíbrio. Hoje, mantém uma orientação clara para o desempenho, mas sem submeter seu dia a dia a uma estrutura rígida. Essa mudança é precisamente o fio condutor do vídeo.
A história se desenrola em Los Angeles, um cenário que se encaixa perfeitamente com o conceito. A cidade funciona como um contraste constante entre asfalto e caminhos, rodovias e trilhas de terra, rotina urbana e escapadas rápidas para a natureza. Nesse contexto, a bicicleta de gravel aparece como uma ferramenta que conecta ambos os mundos sem fricções.
Um dos pontos mais interessantes da abordagem é como o trabalho criativo de Villalba se vincula à sua forma de andar de bicicleta. Como designer, sua maneira de entender os processos se baseia na simplicidade, funcionalidade e capacidade de adaptação. Exatamente os mesmos princípios que aplica sobre a bicicleta.
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Não há rotas completamente fechadas nem planos imutáveis. Parte-se de uma ideia e ajusta-se ao longo do caminho, dependendo do terreno, do tempo ou até mesmo do estado físico. Esse paralelismo entre design e ciclismo é o que dá coerência ao relato, afastando-o do típico conteúdo aspiracional e aproximando-o de algo mais reconhecível.
Além do desempenho individual, o vídeo também introduz outro elemento chave no gravel atual: a comunidade. Villalba faz parte ativa da cena ciclista local, mas seu estilo de vida — marcado por projetos criativos e sessões como DJ — não se encaixa nos horários tradicionais.
Daí nasce “Siesta Ponies”, um grupo que quebra com o esquema clássico de saídas ao amanhecer. A proposta é simples, mas significativa: saídas mais tardias, ritmo mais flexível e uma abordagem social que prioriza a experiência compartilhada sem abrir mão de pedalar forte quando necessário.
Esse tipo de iniciativa reflete uma mudança clara na cultura ciclista urbana, onde o desempenho ainda está presente, mas deixa espaço para outras formas de entender a bicicleta.
A mensagem final do episódio é bastante clara. O gravel não é visto apenas como uma superfície ou uma modalidade concreta, mas como uma forma de se mover — em todos os sentidos — com certa liberdade. Permite improvisar, errar, mudar de plano e, ainda assim, continuar avançando.