"Assim é o ciclismo": Vingegaard será operado da clavícula e evita culpar alguém pela sua queda no Tour
O Tour de France 2026 perdeu um de seus grandes protagonistas. Jonas Vingegaard abandonou a corrida após a dura queda sofrida a pouco mais de 20 quilômetros da meta da 15ª etapa, a caminho do Plateau de Solaison, e neste domingo sua equipe, Visma Lease a Bike, confirmou a gravidade das lesões do dinamarquês.
Vingegaard será operado da clavícula após sua queda no Tour e evita apontar culpados: “Assim são as corridas”
Segundo o comunicado oficial da formação neerlandesa, Vingegaard sofreu uma fratura da clavícula direita, além de múltiplas abrasões, e deverá passar por cirurgia nos próximos dias devido à gravidade da lesão. A equipe ainda não decidiu se a intervenção será realizada na França ou uma vez que o corredor retorne à Dinamarca.

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Em seu comunicado, a Visma Lease a Bike explicou o diagnóstico do bicampeão do Tour:
“Após uma queda na etapa 15 do Tour de France, Jonas sofreu uma fratura da clavícula e múltiplas abrasões. Devido à gravidade da fratura da clavícula, uma intervenção cirúrgica foi recomendada e será realizada nos próximos dias”.
O diretor esportivo Marc Reef também confirmou após a etapa que ainda estavam avaliando onde o dinamarquês seria operado.
Vingegaard minimiza a importância das possíveis causas da queda
Após o acidente, surgiram diferentes teorias sobre a origem da queda. Tadej Pogačar apontou que o controle antidoping que obrigou Vingegaard a se levantar de madrugada poderia ter influenciado, enquanto seu companheiro Davide Piganzoli sugeriu que a manobra de uma motocicleta de corrida pode ter complicado a entrada na rotatória.

No entanto, o próprio Vingegaard evitou buscar responsáveis e minimizou a importância de qualquer uma dessas hipóteses.
Em declarações à TV2 Dinamarca, explicou o que aconteceu com naturalidade:
“Estávamos em busca da vitória de etapa e talvez entramos rápido demais naquela rotatória. Então a roda dianteira simplesmente perdeu aderência. Não tive tempo de fazer nada e assim são às vezes as corridas de ciclismo. É uma pena para nós”.
O dinamarquês também foi questionado sobre a possível influência da motocicleta que circulava à frente do grupo, mas voltou a rejeitar qualquer tentativa de apontar culpados:
“Pode ser que a moto tenha cometido um erro, mas não podemos depender das motos. Temos que usar nosso próprio critério. As pessoas cometem erros e agora já não podemos fazer nada a respeito”.
Com essas declarações, Vingegaard quis deixar claro que, apesar das especulações posteriores ao acidente, considera que esse tipo de incidente faz parte da competição e preferiu não responsabilizar nem a organização nem terceiros.
Apesar do duro golpe que significa se despedir do Tour quando ocupava a segunda posição da classificação geral, o dinamarquês assegurou que se encontra melhor do que o esperado.
“Estou surpreendentemente bem. Evidentemente é muito decepcionante ter que abandonar assim e que o Tour termine dessa maneira. Mas assim é o ciclismo. Por sorte, é apenas uma clavícula quebrada”.
O abandono põe fim à luta de Vingegaard por conquistar seu terceiro Tour de France. Até o momento do acidente, ele estava em segundo na classificação geral, a 4:30 de Tadej Pogačar, após ter mostrado durante toda a corrida sua intenção de continuar lutando pela vitória final.