A mudança climática poderia incluir o ciclocross nos Jogos Olímpicos de Inverno
Em plena disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, o debate sobre a possível inclusão do ciclocross para a próxima edição olímpica em 2030 volta a estar em pauta, apesar da oposição frontal dos esportes de gelo e neve.

O presidente da UCI, David Lappartient, continua pressionando para que o CX seja olímpico
Com a mente voltada para os Jogos Olímpicos que acontecerão nos Alpes franceses em 2030, o Comitê Olímpico Internacional criou um grupo de trabalho para analisar o futuro da edição de inverno, tanto em relação às modificações em seu programa quanto para determinar como enfrentar a indiscutível influência que a mudança climática já está tendo nas disciplinas tradicionais de inverno.

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O diretor deste grupo de trabalho declarou à agência Reuters que adicionar esportes ao programa olímpico dos jogos de inverno é um tema que está em discussão, inclusive considerando a possibilidade de um crossover entre esportes de verão e de inverno.
Sem dúvida, um aceno para o cross e o ciclocross, que há algum tempo, apesar de estarem ligados a esportes de verão como atletismo e ciclismo, mostraram interesse em serem incluídos nos Jogos Olímpicos de inverno por serem disciplinas que são disputadas exclusivamente durante esta época do ano.

Claro, um dos principais defensores dessa inclusão é o presidente da UCI, David Lappartient, que não perdeu a oportunidade de expressar sua posição a respeito: “Sinceramente, acredito que, com a mudança climática, ter disciplinas de inverno como o ciclocross nos Jogos Olímpicos nos proporcionaria vantagens. Poderíamos ampliar a repercussão dos Jogos, mesmo com a mudança climática, e alcançar maior universalidade atraindo ciclistas renomados”.
No entanto, a oposição dos esportes de gelo e neve continua forte, sob o argumento de que a inclusão desses esportes diluiria a imagem dos esportes de inverno, sua herança e sua identidade.