A Cannondale se despede do Factory Racing com um vídeo emocionante que lembra Avancini, Fumic, Marotte e outras lendas do MTB.
Depois de mais de três décadas competindo no mais alto nível do mountain bike, a Cannondale Factory Racing chegou ao seu fim. A marca americana quis se despedir de uma das equipes mais reconhecíveis da história do XCO com What We Leave Behind, um vídeo que recupera algumas de suas melhores memórias e presta homenagem aos corredores e profissionais que construíram sua trajetória.
Cannondale Factory Racing coloca um ponto final em mais de 30 anos de história
Há equipes que são lembradas por suas vitórias e outras que acabam se tornando parte da identidade de um esporte. A Cannondale Factory Racing conseguiu ambas as coisas e agora, após anunciar sua saída do circuito da Copa do Mundo, a marca publicou um vídeo de despedida que percorre seu legado.
What We Leave Behind (O que deixamos para trás) é o quarto e último episódio da série Fresh Dirt e condensa em cerca de seis minutos e meio uma história que começou em 1994, com o mítico Volvo-Cannondale.
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Para aqueles que acompanharam o XCO na última década, o vídeo também representa um reencontro com alguns dos nomes mais característicos da equipe. Henrique Avancini, Manuel Fumic e Maxime Marotte representam uma época em que a Cannondale Factory Racing se tornou uma referência habitual da Copa do Mundo.
A eles se juntam outros corredores que fizeram parte de sua história, como Marco Aurelio Fontana, Alan Hatherly, Simon Andreassen ou Mona Mitterwallner, além de figuras históricas como Tinker Juarez e da última geração liderada por Luca Martin, Charlie Aldridge, Cole Punchard e Jolanda Neff.
Mas a Cannondale quis que sua despedida fosse além dos grandes nomes e dos resultados. O documentário também foca nos mecânicos, treinadores e trabalhadores que acompanharam a equipe durante milhares de quilômetros de viagens e competições.
Em sua despedida oficial, a Cannondale lembra que o legado do Factory Racing não se limita às vitórias, mas também está nas relações pessoais, nos conhecimentos transmitidos entre gerações e nas inovações desenvolvidas ao longo de todos esses anos.
Uma equipe que também marcou a evolução das bicicletas de XC
A história da Cannondale Factory Racing está diretamente relacionada a algumas das bicicletas e tecnologias mais reconhecíveis do mountain bike. Durante décadas, seus corredores competiram com as diferentes gerações da Cannondale Scalpel e sua característica suspensão monobraço Lefty.
A equipe serviu como banco de provas para desenvolver e aperfeiçoar componentes nas condições mais exigentes da Copa do Mundo, fazendo com que suas bicicletas fossem quase tão reconhecíveis quanto os próprios ciclistas.
E o mais impressionante é que sua despedida chega quando ainda continuava a obter grandes resultados. Em sua última temporada, Luca Martin conquistou a geral da Copa do Mundo, enquanto Charlie Aldridge somou o título europeu e uma vitória no XCO de Lake Placid, precisamente a última competição da equipe.
A despedida representa, portanto, o fim de uma estrutura que permaneceu competitiva até sua última corrida.
O fim da Cannondale Factory Racing e o futuro de seus corredores
A saída da equipe faz parte de uma reorganização mais ampla da Cannondale, que também inclui o fechamento de sua histórica sede nos Estados Unidos e uma mudança em sua estratégia esportiva.
A marca manterá sua presença no mountain bike por meio da Cannondale Rogues, um novo projeto previsto para janeiro de 2027 que reunirá atletas, embaixadores e criadores de conteúdo, mas que não substituirá diretamente sua estrutura da Copa do Mundo.
Enquanto isso, seus corredores já começaram novas etapas. Luca Martin e Cole Punchard competirão com a Decathlon Ford Racing, Jolanda Neff se juntará à Fenix-Premier Tech e Charlie Aldridge correrá para a Thömus maxon, acompanhado de parte da equipe técnica que trabalhava na Cannondale.
O vídeo encerra com uma ideia que resume a mensagem da marca: Once CFR, Always CFR (Uma vez CFR, sempre CFR). Uma despedida que lembra que, embora a equipe desapareça das linhas de partida, seus corredores, suas bicicletas e suas inovações continuarão fazendo parte da história do MTB.