Sina Frei conquistou em YongPyong uma daquelas vitórias que vão além do resultado, impondo-se em um XCO completamente condicionado pela lama e pela falta de controle sobre o terreno. A suíça soube se adaptar melhor do que ninguém a uma corrida caótica, sem referências claras e onde sobreviver sobre a bicicleta foi tão decisivo quanto a própria velocidade.
Frei leva um XCO extremo em YongPyong com Rissveds e Munro no pódio
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O XCO feminino da Copa do Mundo 2026 em Mona YongPyong ficou completamente condicionado pela chuva e terminou se transformando em uma corrida de sobrevivência. O que em seco era um circuito rápido e técnico se transformou em um traçado pesado, escorregadio e imprevisível, onde a lama marcou cada metro de competição.
Desde a largada, ficou claro que o roteiro previsto não seria cumprido. Nem a grade de largada nem o ritmo inicial serviram para estabilizar a corrida. Houve quedas até na reta de largada, como a de Loana Lecomte, e em muitos trechos era impossível se manter sobre a bicicleta. A prova se moveu constantemente entre pedalar e correr a pé, com cenas mais próprias do ciclocross do que do XCO.
Nesse contexto, Jenny Rissveds foi a primeira a marcar diferenças, aproveitando uma subida com rockgarden para abrir espaço enquanto muitas rivais tinham que descer da bicicleta. Apenas Sina Frei e Savilia Blunk conseguiram acompanhar seu ritmo nos primeiros momentos.
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A corrida, no entanto, não teve uma estrutura clara em nenhum momento. A lama igualava forças, provocava problemas mecânicos constantes e fazia com que as diferenças fossem muito instáveis. Após as primeiras voltas, Frei e Rissveds se alternavam na liderança, enquanto atrás surgia um grupo perseguidor com Madigan Munro, Jennifer Jackson e Martina Berta. A britânica Evie Richards, uma das favoritas, ficou fora da disputa após uma queda na segunda volta.
Com o passar das voltas, o desgaste começou a definir a corrida mais do que os ataques. Munro, uma das grandes revelações do fim de semana, conseguiu se meter de cheio na luta pelo pódio, enquanto Jackson também reduzia as diferenças em um terreno onde qualquer erro era pago instantaneamente.
A resolução chegou na última volta. Frei conseguiu abrir um pequeno espaço em uma das subidas a pé, em um momento em que as forças já estavam no limite. Rissveds tentou resistir, mas acabou cedendo em um final onde também surgiram problemas mecânicos que complicaram ainda mais a luta pela vitória.
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A suíça cruzou a linha de chegada em 1:27:03 para levar a vitória, com Rissveds em segundo a 26 segundos e Munro completando o pódio a 28. Atrás, Jennifer Jackson foi quarta a 35 segundos e Martina Berta fechou o Top 5 a 1:18 em uma corrida onde o resultado final foi tão condicionado pelo terreno quanto pelo desempenho.
YongPyong deixa assim uma das corridas mais atípicas que se lembram na Copa do Mundo, um cenário onde o design do circuito em seco ficou completamente sobrecarregado pela lama e onde sobreviver foi tão importante quanto ser rápida.
Top 10 da Copa do Mundo de XCO Feminino Elite – Mona YongPyong
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