"Quero deixar algo absolutamente claro: nunca usei substâncias dopantes nem métodos proibidos": Oier Lazkano defende sua inocência
O caso Oier Lazkano continua a ganhar capítulos. Após a suspensão provisória anunciada na última quinta-feira pela UCI devido a supostas anomalias em seu Passaporte Biológico de Atleta, o ciclista alavês publicou neste domingo uma nota pública na qual proclama sua inocência e assegura que nunca recorreu a práticas dopantes.
Oier Lazkano se defende
A UCI comunicou oficialmente no dia 30 de outubro a abertura de um procedimento contra o ciclista, atualmente sem equipe após sua demissão pela Red Bull–BORA–hansgrohe, onde havia chegado no início de 2025 com um contrato de 1,5 milhões de euros anuais. “Nunca utilizei substâncias dopantes nem métodos proibidos”
Em seu comunicado, Lazkano começa explicando que no dia 30 de outubro recebeu a notificação oficial do organismo internacional e deixa uma declaração contundente: «No dia 30 de outubro de 2025, recebi uma comunicação oficial da União Ciclista Internacional (UCI). Quero deixar algo absolutamente claro: nunca utilizei substâncias dopantes nem métodos proibidos».

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A seguir, o corredor sublinha os valores sobre os quais construiu sua carreira: «Sempre respeitei as normas do ciclismo e os valores fundamentais do esporte limpo. Minha carreira, construída com esforço e dedicação, baseia-se na honestidade, integridade e trabalho diário», afirmou o alavês, que acrescenta: «Sou um atleta limpo e uma pessoa íntegra».
Lazkano, de 25 anos, assegura que defenderá sua reputação e sua inocência até as últimas consequências: «Defenderei minha reputação e farei tudo o que for necessário para demonstrar minha total inocência e minha completa alienação de qualquer conduta ilícita».
Nessa mesma linha, confirmou ter encarregado sua equipe legal e médica a agir para esclarecer a situação: «Confiou à minha equipe médico-legal que tome todas as ações necessárias para proteger meus direitos e demonstrar minha integridade, com pleno respeito aos procedimentos previstos. Confio na verdade e na justiça esportiva».
Finalmente, o ciclista agradece o apoio recebido e conclui com uma mensagem firme: «Continuarei, com determinação e transparência, defendendo meu nome e minha dignidade profissional».
Na sexta-feira, foi divulgado que a Red Bull–BORA–hansgrohe havia decidido afastá-lo da equipe de forma definitiva, retirando até mesmo seu perfil do site oficial. Segundo o próprio comunicado da equipe alemã, a investigação aberta pela UCI afeta o período de 2022–2024, ou seja, os anos em que Lazkano fazia parte da Movistar Team.
Por sua vez, Abarca Sports, empresa gestora da Movistar Team, também emitiu um comunicado no qual nega ter tido conhecimento prévio da investigação e defende a transparência de sua estrutura: «Não tivemos conhecimento da situação até a tarde do dia 30 de outubro. Durante as três temporadas de relação contratual das cinco às quais se refere o estudo da UCI, todos os controles a que foi submetido resultaram negativos», esclareceu a nota.