Que sensor Pogacar usava sob a axila na Strade Bianche
A vitória de Tadej Pogacar na Strade Bianche deixou novamente imagens para a memória na Piazza del Campo de Siena, mas além do resultado esportivo, houve um detalhe que chamou a atenção dos fãs. Em várias imagens do esloveno celebrando a vitória aprecia-se um pequeno volume negro sob a axila direita de sua camisa arco-íris, o que desencadeou todo tipo de especulações sobre que tipo de sensor ele estava utilizando durante a corrida.
O misterioso sensor que Pogačar levou sob a axila na Strade Bianche
Nas redes sociais começaram a surgir hipóteses. Alguns apontavam para um sensor óptico de frequência cardíaca semelhante aos que se popularizaram na corrida, outros falavam de possíveis medidores contínuos de lactato ou de temperatura corporal, e até houve quem sugerisse que poderia se tratar de um sensor de glicose, algo expressamente proibido pela UCI.
Mas a resposta oficial não demorou a chegar e a própria equipe UAE Emirates-XRG confirmou que o dispositivo que o campeão esloveno realmente usava era simplesmente uma pulseira Whoop. Um dispositivo muito comum entre ciclistas profissionais para monitorar parâmetros de recuperação.

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Esse tipo de dispositivo registra métricas como a variabilidade da frequência cardíaca (HRV), a qualidade do sono ou a carga fisiológica acumulada. E não é raro ver Van der Poel e outros ciclistas treinando e competindo com ele.
Embora o habitual seja usar esse dispositivo no pulso, a marca desenvolveu há algum tempo uma fita alternativa para o bíceps, pensada para quem busca maior conforto ou leituras mais estáveis durante determinadas atividades ou esportes com muito movimento de pulso.
Uma possível explicação é que Pogačar optou por essa posição devido ao uso de luvas. O esloveno decidiu competir nesta edição com luvas após a queda que sofreu no ano passado nesta mesma corrida, quando competia sem elas e terminou com as mãos muito machucadas. É possível que a luva ou o ajuste no pulso tornassem menos prático levar a pulseira ali.
Outra hipótese poderia ser que colocar o sensor no braço evitasse interferências visuais com o relógio Richard Mille, avaliado em mais de 300.000 euros, que o esloveno costuma usar em corridas. De qualquer forma, o pequeno “mistério tecnológico” que foi visto em Siena acabou tendo uma explicação bastante simples.