Mais detalhes sobre o novo protótipo Trek de XCO
Há apenas uma semana, contamos como a Trek havia surpreendido em La Nucía com uma bicicleta de XCO completamente nova nas mãos do Trek Unbroken. Naquela ocasião, só pudemos analisar o que algumas imagens compartilhadas nas redes sociais deixavam ver. Agora, após vê-la novamente ao vivo durante os Internacionais de Chelva, conseguimos examiná-la muito mais de perto e confirmar vários aspectos-chave desta plataforma que, a esta altura, já não deixa dúvidas de que estamos diante de um modelo totalmente novo.
A nova Trek de XCO volta à cena em Chelva e revela mais detalhes
Como já dissemos, neste modelo a Trek apostou em um sistema traseiro monopivô com bieleta, uma arquitetura que atualmente oferece uma das melhores relações entre peso, rigidez e capacidade de absorção dentro do XCO moderno. É um esquema simples, eficiente e competitivo, alinhado com a tendência que domina na elite internacional. E nesse sentido, também parece que vai a decisão de montar um eixo de pedaleira rosqueada.

Por proporções e montagem, tudo aponta que o curso traseiro se situa em torno de 115 mm, acompanhado previsivelmente por 120 mm na suspensão dianteira. Essa configuração se encaixa perfeitamente com os circuitos atuais, cada vez mais técnicos, rápidos e exigentes em nível físico.
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Outro dos aspectos que mais chamam a atenção em relação à Top Fuel modificada que a equipe utilizou no ano passado é a posição horizontal do amortecedor. Essa solução não só permite uma integração mais limpa dentro do triângulo principal, mas também otimiza o comportamento dinâmico e deixa espaço para dois bidões. É, além disso, a disposição que a maioria das bicicletas de XCO de última geração está utilizando.
Ainda que as linhas do quadro sejam bastante limpas e estilizadas, a fiação não entra pelo interior da direção. A Trek optou por manter um sistema de guia interno convencional, algo que simplifica enormemente as tarefas de manutenção.
Em Chelva, a bicicleta voltou a se mostrar com a estética cuidada Project One em roxo que já vimos em La Nucía. Um acabamento próprio de uma unidade definitiva, não de um protótipo improvisado, o que reforça a sensação de que poderia se tratar da versão de competição que o Trek Unbroken utilizará esta temporada de forma estável.

O que cada vez gera mais dúvidas é sua denominação comercial. Vendo-a ao vivo, não transmite a sensação de ser uma simples evolução nem uma reinterpretação de um modelo existente. Tudo aponta que estamos diante de uma plataforma completamente nova dentro do catálogo da Trek, embora por enquanto não haja confirmação oficial sobre seu nome nem sobre sua posição definitiva dentro da gama.
Faltam dados oficiais, mas no terreno já se comporta como a bicicleta de referência da equipe para este 2026. A incógnita agora é se chegará ao mercado, quando e sob que nome o fará.