Lucinda Brand encerra uma temporada fantástica com a vitória no Mundial de Hulst
Não houve surpresas na corrida feminina do Mundial de Hulst e Lucinda Brand conseguiu culminar uma temporada quase perfeita na qual dominou a Copa do Mundo e o troféu X2O à vontade e agora certifica com o que é apenas seu segundo título de Campeã do Mundo.

Lucinda Brand sem rival no Mundial de Hulst apesar de sofrer uma queda
Apresentava-se uma corrida incerta após revelar nas entrevistas prévias à corrida que sua ausência nas provas da Copa do Mundo do fim de semana passado foi motivada por uma pequena lesão no isquiotibial que a manteve vários dias sem poder treinar mais do que no rolo; de fato, segundo suas próprias palavras, ela não conseguiu treinar normalmente até a quarta-feira passada.
Conscientes da situação, tanto Puck Pieterse quanto Ceylin del Carmen Alvarado tentavam sair a todo vapor, o que obrigava Lucinda a recuperar-se de uma largada que não foi a melhor para apagar esse fogo antes que a situação se tornasse irreparável. Formou-se um grupo de 6 na frente, que incluía também Kata Vas, Jolanda Neff e Kristyna Zemanová.
RECOMENDADO
Bretelle vs roupa intima: dicas para que tudo corra bem
Horas versus quilômetros: a chave para avaliar corretamente o seu volume de treino
Quando começa a Copa do Mundo de MTB de 2026? Datas, sedes e principais eventos do calendário
Você tem dificuldade em comer ou beber durante a viagem? Aqui vão algumas dicas para que você não fique sem combustível
Uma Canyon 2021 com espigão telescópico: o que há por trás das bicicletas azuis da Shimano?
Sessões de 30 minutos no rolo para melhorar

Na metade da segunda volta, Lucinda Brand decidia passar à ação e impunha um ritmo forte que quebrava o grupo, ficando as três neerlandesas na frente. A insistência de Lucinda Brand era tanta que ela conseguia começar a romper a borracha, tanto que em uma das descidas, Puck Pieterse, que tentava fechar o espaço, caía de forma aparatosa, deixando a corrida livre para Brand, sem que Ceylin del Carmen Alvarado parecesse em condições de fechar o espaço, embora este ainda não fosse muito amplo.
Puck se machucava e era alcançada por um grupo perseguidor que contava com Zoe Backstedt, estreando no Mundial Elite apesar de estar em seu último ano sub23, Marion Norbert Riberolle e uma Amandine Fouquenet que tentava escapar desse grupo repetidamente.

Quando parecia que a corrida estava decidida, ainda faltando a metade, era Lucinda Brand quem cometia um erro e caía, o que permitia a Ceylin del Carmen Alvarado encontrar uma bola extra com a qual, com certeza, nem contava mais. No entanto, seria apenas um espeço, um par de voltas depois, Lucinda Brand voltava à frente, esticava o ritmo até romper a resistência de Ceylin e conquistar um merecido Mundial.
Restava apenas decidir a medalha de bronze em uma luta que foi extremamente intensa, a ponto de se ver situações como o encontro entre Zemanová e Norbert Riberolle, quando a primeira tentava ultrapassar por dentro em uma curva, caía e levava a belga junto. Esta se levantava e encarava a checa, a quem deu um empurrão que lhe custou a desqualificação imediata.

A luta pela medalha de bronze se resolvia já na última volta com o acelerão de Puck Pieterse que levava Kata Vas na roda, embora esta não conseguisse manter o ritmo da neerlandesa, que ainda resiste ao arco-íris e que teve que se contentar com uma medalha de bronze.
Classificação Campeonato do Mundo de Ciclocross 2026 – Hulst: Elite Feminino
- Lucinda Brand (Países Baixos) 49’16’’
- Ceylin del Carmen Alvarado (Países Baixos) +27’’
- Puck Pieterse (Países Baixos) +51’’
- Kata Blanka Vas (Hungria) +56’’
- Amandine Fouquenet (França) +58’’
- Jolanda Neff (Suíça) +1’02’’
- Zoe Backstedt (Grã-Bretanha) +1’05’’
- Manon Bakker (Países Baixos) +1’11’’
- Shirin van Anrooij (Países Baixos) +1’20’’
- Marie Schreiber (Luxemburgo) +1’37’’