Enric Mas pode colocar Pogačar contra as cordas novamente? Os pontos-chave da etapa 7 da La Vuelta
A sétima etapa da Vuelta a España 2026 volta a colocar à prova os homens da geral com uma jornada de montanha de 149,8 quilômetros entre Vall d’Alba e Aramón Valdelinares. Após a exibição de Pogačar em Andorra e o grande desempenho de Enric Mas em El Bartolo, a corrida enfrenta um final encadeado muito exigente que pode voltar a abrir diferenças importantes.

Etapa 7 da Vuelta 2026: cinco montanhas e final em alto em Valdelinares
- Data: sexta-feira, 28 de agosto de 2026
- Saída: Vall d’Alba
- Meta: Aramón Valdelinares
- Distância: 149,8 km
- Tipo de etapa: montanha
- Hora de saída: 13:40
- Chegada estimada: entre 17:19 e 17:43
- Ascenso total: 3.597 m
- Montanha El Remolcador: 2ª categoria, 12,4 km a 4,3%
- Alto de Zucaina: 3ª categoria, 5,5 km a 5%
- Montanha Fonte de Rubielos: 3ª categoria, 6 km a 6,3%
- Montanha de San Rafael: 2ª categoria, 11,1 km a 4,3%
- Aramón Valdelinares: 1ª categoria, 9,8 km a 5,9%
- Altitude da meta: 1.963 m
- Favoritos: Tadej Pogačar, Enric Mas, Felix Gall, Primož Roglič, Richard Carapaz e Oscar Onley

Os últimos 50 quilômetros concentram quase toda a dureza
A primeira parte da etapa será relativamente tranquila. O pelotão atravessará terreno ondulado antes de enfrentar a Montanha El Remolcador, uma subida longa, mas com inclinações moderadas que pode ser importante para formar a fuga.
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Pouco depois chegará o Alto de Zucaina, também sem rampas extremas. A verdadeira mudança de ritmo começará nos últimos 50 quilômetros com a Montanha Fonte de Rubielos, de seis quilômetros a 6,3%.
A partir daí haverá muito pouco terreno para recuperar. O percurso continuará ganhando altitude até chegar à Montanha de San Rafael, cuja média de 4,3% esconde um perfil bastante irregular. Seus primeiros quilômetros rondam 6,6%, a zona central suaviza e os últimos 1,7 quilômetros voltam a se aproximar de 7%.
Seu cume estará a apenas 13,5 quilômetros da meta. Uma curta descida levará diretamente ao início da subida final para Aramón Valdelinares.
Valdelinares tem 9,8 quilômetros a 5,9%, mas as rampas mais exigentes aparecem na primeira metade e alcançam aproximadamente 13%. Depois, a inclinação se suaviza progressivamente até a meta situada a 1.963 metros.
Essa distribuição pode condicionar muito a corrida. Quem quiser abrir diferenças provavelmente terá que atacar relativamente cedo, porque os últimos quilômetros oferecem menos inclinação e podem favorecer que um pequeno grupo se mantenha unido.
Mas volta a aparecer como principal rival de Pogačar
Tadej Pogačar volta a partir como referência após somar três vitórias nas seis primeiras etapas. A grande incógnita será se a UAE quer controlar novamente a fuga para disputar a vitória ou se o esloveno se conforma em defender sua ampla vantagem.
Após o que aconteceu em El Bartolo, Enric Mas aparece como o rival mais interessante. O espanhol foi capaz de recuperar terreno e alcançar Pogačar de trás em plena subida, e Valdelinares oferecerá uma nova oportunidade para verificar se aquele desempenho foi pontual ou se realmente pode se manter perto do líder.
Felix Gall, Primož Roglič, Richard Carapaz e Oscar Onley formam o próximo grupo de candidatos. Todos têm terreno favorável para tentar consolidar posições na geral, embora nenhum possa se permitir esperar demais se Pogačar voltar a acelerar.
A fuga também pode ter opções se a UAE decidir não assumir o controle. Lorenzo Fortunato, Santiago Buitrago, Jay Vine, Jarno Widar ou Jørgen Nordhagen são alguns dos nomes com mais margem para tentar de longe.
Com cinco montanhas e quase 3.600 metros de ascenso, Valdelinares será outra jornada importante para confirmar quem pode acompanhar Pogačar no pódio da Vuelta 2026.
