“Com 29 anos, quase me sinto velho”: Egan Bernal analisa a explosão dos jovens talentos antes do Giro
Os rumores sobre o futuro de Egan Bernal explodiram mesmo antes do início do Giro da Itália 2026. A apresentação oficial do novo maillot da Netcompany INEOS Grenadiers para a corsa rosa, realizada nesta quarta-feira na Bulgária, deixou uma dupla sensação em torno do colombiano: por um lado, ele volta à corrida que ganhou em 2021 como um dos líderes claros da equipe; por outro, a imprensa italiana já dá praticamente como certa uma renovação até 2028 com a estrutura britânica.
Egan Bernal volta a sonhar com o Giro enquanto a INEOS prepara sua renovação
Por enquanto, não há confirmação oficial por parte da equipe nem do corredor, mas vários meios italianos apontam que a INEOS quer blindar Bernal por mais duas temporadas, em um momento em que o colombiano parece ter recuperado definitivamente seu nível competitivo após o gravíssimo acidente sofrido em 2022. A operação teria ainda um forte componente simbólico para a equipe britânica, já que Bernal continua sendo o único corredor de sua história capaz de ganhar tanto o Tour de France quanto o Giro d’Italia.

O colombiano chega ainda ao Giro após deixar sinais muito positivos em suas últimas corridas. Ele foi segundo na geral do Tour of the Alps e no ano passado já terminou sétimo no Giro, seu melhor resultado em uma grande volta desde o acidente. Agora compartilhará liderança na formação britânica ao lado de Thymen Arensman em uma equipe que mistura escaladores, rodadores e corredores de apoio muito sólidos para a montanha e as etapas mais longas.
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A formação da Netcompany INEOS Grenadiers para este Giro da Itália será composta por Egan Bernal, Thymen Arensman, Jonathan Castroviejo, Lucas Hamilton, Kim Heiduk, Brandon Rivera, Ben Swift e Ben Turner. Um bloco claramente desenhado para brigar pela geral e proteger Bernal especialmente na terceira semana, onde se decidirá grande parte da corrida.

Mas além da disputa esportiva, uma das imagens mais chamativas da apresentação foi ouvir Bernal refletir sobre como o ciclismo mudou em apenas alguns anos. O colombiano, que ainda tem 29 anos, falou quase como um veterano ao comparar sua geração com a atual safra de talentos precoces.
“Quando ganhei o Tour de France com 22 anos, fui o corredor mais jovem a conseguir isso em 100 anos e quando me levaram pela primeira vez ao Tour em 2018, eu tinha apenas 21 anos e parecia quase impossível que algo assim pudesse acontecer sendo tão jovem”, explicou Bernal.
E a seguir deixou uma frase que resume perfeitamente como o ciclismo moderno mudou: “Só tenho 29 anos, mas quase me sinto velho”.
Bernal estreou no Giro da Itália em 2021, com 24 anos, e sua primeira participação no Tour chegou em 2018, quando tinha apenas 21. Naquele momento, ainda era algo excepcional que um corredor tão jovem assumisse responsabilidades em uma grande volta. Hoje, o cenário é completamente diferente.
“Agora as equipes dão muito mais oportunidades aos corredores jovens para brilhar. Elas os deixam treinar mais, estão mais motivados e a forma como as equipes trabalham com eles também mudou”, acrescentou o colombiano durante a apresentação da equipe.
O contraste é evidente se comparado ao que está acontecendo agora mesmo no pelotão. O exemplo mais claro talvez seja o de Paul Seixas, que estreará no Tour de France 2026 com apenas 19 anos após uma progressão meteórica em questão de meses.
Veremos como o ciclismo e os limites de idade mudam se essa tendência continuar e aumentar o número de ciclistas cada vez mais jovens chegando antes às grandes voltas, assumindo liderança imediata e se desenvolvendo muito mais rápido dentro de estruturas completamente adaptadas ao desempenho precoce.