As chuvas colocam em xeque a etapa final granadina da Vuelta 2026 e condicionam as concentrações de várias equipes WorldTour
A Vuelta a Espanha 2026 tem previsto um desfecho de enorme exigência esportiva em Granada, com as duas últimas etapas concentradas inteiramente na província andaluza. Mas as chuvas torrenciais dos últimos dias causaram graves danos a parte do percurso.
Chuvas históricas em Granada: Hazallanas danificado e treinos alterados na Sierra Nevada
A penúltima jornada, entre o castelo de La Calahorra e o inédito cume (para a Vuelta) do Collado del Alguacil, está chamada a ser a grande etapa rainha da edição, com mais de 5.000 metros de desnível acumulado e um encadeamento de montanhas que não concede respiro.
O percurso da etapa 20 inclui a subida a Blancares, a passagem por Hazallanas, a duríssima subida ao Purche e uma nova passagem por Hazallanas antes de enfrentar o exigente final no Collado del Alguacil, uma ascensão muito conhecida pelos ciclistas locais e aguardada há muito no traçado da Vuelta. No entanto, a atualidade colocou o foco em um desses pontos-chave do percurso: o estado do início da montanha de Hazallanas após as intensas chuvas dos últimos dias.
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As sucessivas tempestades que afetaram a Andaluzia provocaram importantes danos na parte baixa de Hazallanas, no entorno do reservatório de Canales e o acesso de Güéjar Sierra. Segundo as informações divulgadas por meios locais, a ponte que dá acesso à estrada da montanha sofreu danos estruturais relevantes devido à força da água e a deslizamentos de terra, o que obrigou a cortar o tráfego habitual por motivos de segurança.
Este ponto é precisamente o início da subida a Hazallanas, uma das montanhas mais decisivas do design granadino da Vuelta 2026. Embora ainda faltem mais de sete meses para a disputa da corrida, com chegada prevista a Granada no dia 12 de setembro, a situação obrigará a organização a acompanhar de perto a evolução dos trabalhos de reparação para garantir que o traçado previsto possa ser mantido sem modificações.
O temporal limita as saídas ao exterior e obriga a fazer rolo aos WorldTour
A situação meteorológica também teve impacto na preparação de várias equipes profissionais que já se encontravam concentradas na Sierra Nevada para realizar treinos em altitude visando as primeiras clássicas da temporada.
As condições adversas em toda a província foram tão persistentes que até alguns corredores se viram obrigados a recorrer ao treino em rolo, algo pouco habitual em uma área que se destaca precisamente por permitir, em apenas 40 minutos de deslocamento, evitar tempestades e continuar treinando normalmente.
O belga Wout van Aert compartilhou nas redes sociais uma dessas sessões sob teto, refletindo o caráter excepcional do episódio. "Ainda não posso sentir o calor espanhol, então decidi pedalar na Suíça". Assim descreveu Van Aert sua sessão de rolo na Sierra Nevada.

Com vários meses ainda pela frente, a viabilidade do traçado dependerá da evolução das reparações e de que a estrada possa recuperar as condições necessárias para acolher a passagem do pelotão. Um cenário que adiciona incerteza a um final de corrida que, sobre o papel, estava chamado a ser um dos mais exigentes dos últimos anos.