Acabou de arrasar nas Olimpíadas de Inverno e seu nome já está sendo cogitado para uma equipe de ciclismo profissional
Após arrasar em Milano-Cortina 2026, o norueguês Johannes Hosflot Klaebo começa a soar longe do esqui de fundo e cada vez mais perto do asfalto, o ciclismo profissional já lhe abriu as portas.
Após fazer história nos Jogos, Klaebo olha para o ciclismo profissional
O ciclismo profissional tem mostrado há anos que a transição dos esportes de inverno não é nenhuma quimera. Estão aí os casos de Primoz Roglic, que antes de ganhar grandes voltas foi saltador de esqui; Florian Lipowitz, com passado no biatlo; o jovem Jorgen Nordhagen, que se destacou no esqui de fundo antes de se integrar à estrutura da Visma Lease a Bike; ou o alemão Anton Palzer, especialista em esqui de montanha, que deu o salto para o WorldTour após ser contratado pela Red Bull–Bora–Hansgrohe.
O motor aeróbico forjado na neve e em altitudes pode ter um bom desempenho sobre o asfalto e agora, dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano-Cortina 2026, surge um nome que elevaria essa tendência a outra dimensão.
O norueguês Johannes Hosflot Klaebo acaba de assinar uma atuação histórica com seis medalhas de ouro em um mesmo Jogos Olímpicos de Inverno, um feito sem precedentes. Com 29 anos e um currículo que o coloca como o atleta de inverno mais laureado da história olímpica, a pergunta já não é o que ele fará depois.
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A possibilidade de vê-lo vestido de ciclista ganhou força após as declarações de Thor Hushovd, atual responsável pela equipe Uno-X Mobility, que reconheceu publicamente que tentou seduzir o campeão norueguês.
“Eu disse a Klaebo no ano passado que, uma vez terminados os Jogos Olímpicos, ele deveria considerar fazer algumas sessões com a equipe Uno-X”, explicou Hushovd em uma entrevista concedida à Velo.
O ex-campeão mundial de estrada foi além ao descrever suas sensações após pedalar com ele: “Eu pedalei com ele e é evidente que ele tem um talento natural para o ciclismo. Ele se senta perfeitamente na bicicleta, tem um grande controle e se adapta rápido”.
Hushovd também destacou o potencial fisiológico do esquiador: “Sempre disse que Klaebo tem uma capacidade física extraordinária, algo realmente único. Com o motor que ele tem, poderia triunfar em quase qualquer esporte de resistência”.
Não se trata de uma simples especulação midiática. Klaebo já compartilhou treinos com a estrutura norueguesa e, segundo informações, acompanhou a equipe em reconhecimentos prévios ao Tour de Flandres 2025, além de viver o Tour de França a partir do carro de direção como convidado.
O próprio esquiador deixou a porta aberta no ano passado: “Primeiro eu tenho que fazer os Jogos [Olímpicos de 2026] e depois veremos”, declarou em um vídeo da equipe Uno-X. “Depois dos Jogos, começarei a pensar no que farei a seguir, então talvez me juntar à equipe Uno-X deva ser o próximo objetivo”.
No entanto, do entorno da equipe não há certeza de que o norueguês vá pendurar definitivamente os esquis. Antes de Milano-Cortina, ele já havia insinuado a possibilidade de prolongar sua carreira até os Jogos de 2030.
Por enquanto, o único claro é que o ciclismo profissional observa com atenção. E que, se o homem das seis medalhas de ouro decidir tentar a sorte, não seria a primeira vez que a neve conduz diretamente ao pelotão.