A eletrônica chinesa ganha terreno: duas equipes WorldTour substituem a Garmin por iGPSPORT e Magene
A presença de marcas chinesas de tecnologia no ciclismo profissional dá um novo salto de nível em 2026. A última a anunciar isso foi a Magene, que se confirmou como novo parceiro tecnológico da XDS Astana Team, mas não é a única.
Magene substituirá a Garmin no XDS Astana
O acordo recém-anunciado implica que a equipe cazaque abandone os ciclocomputadores da Garmin, utilizados até agora, para confiar no ecossistema completo da Magene. Durante a temporada de 2026, a XDS Astana utilizará seus ciclocomputadores GPS, rolos inteligentes, radares traseiros e medidores de frequência cardíaca tanto em competições quanto em treinamentos.

A aliança com a Magene reforça a mudança estratégica que a XDS Astana já iniciou em 2025, quando se tornou a primeira equipe WorldTour a competir com bicicletas da própria marca chinesa que dá nome à equipe. Agora, essa aposta se estende também à parte eletrônica e de controle de desempenho, um terreno tradicionalmente dominado por marcas ocidentais.
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Fundada em 2015, a Magene construiu em apenas uma década um catálogo amplo que inclui medidores de potência, sensores e plataformas de treinamento, com presença comercial em mais de cem países. Seu desembarque no WorldTour representa, além disso, um banco de testes de alto nível para o desenvolvimento de novos produtos, entre eles seu próximo ciclocomputador C606 Pro, que a equipe utilizará ao longo da temporada.
O Groupama-FDJ levará dispositivos iGPSPORT
Isso sim, a Magene não será a única marca chinesa de ciclocomputadores presente na elite do ciclismo em 2026. O Groupama-FDJ selou um acordo com a iGPSPORT, encerrando também sua relação com a Garmin.

A formação francesa utilizará os dispositivos BiNavi e BSC300T, além de radares traseiros e monitores de frequência cardíaca, após vários meses de testes prévios em corridas como o Tour de Guangxi. A iGPSPORT, fundada em 2012 e com mais de dois milhões de usuários em todo o mundo, assim reforça seu salto definitivo para o cenário mais exigente do ciclismo profissional.
Para a Magene e a iGPSPORT, o WorldTour não é apenas uma vitrine global, mas uma validação definitiva. E para o pelotão, um sinal claro de que o monopólio histórico de certas marcas começa a se desmoronar. O ciclismo profissional, também na eletrônica, entra em uma nova era.