Quando é a Paris-Roubaix 2026?
A Paris-Roubaix 2026 já se aproxima no horizonte como um dos dias mais esperados da primavera do ciclismo. No próximo domingo, 12 de abril, o pelotão voltará a enfrentar uma das provas mais extremas do calendário e um percurso que não perdoa erros.
Horários e onde assistir à Paris-Roubaix 2026 grátis
A corrida começará em Compiègne e, como é habitual, espera-se que a largada neutralizada ocorra às 10:50, com chegada prevista ao velódromo de Roubaix entre 16:35 e 17:05, em um horário próximo às grandes clássicas do norte.
No Brasil, a transmissão estará disponível através do Eurosport e da plataforma Max, mas nesta edição haverá uma novidade importante para o público geral. A RTVE transmitirá a prova ao vivo, permitindo acompanhar o Monumento sem necessidade de assinatura.
Um percurso que endurece ainda mais o Inferno do Norte
A edição número 123 mantém a essência da corrida, com saída em Compiègne e chegada no histórico velódromo de Roubaix após mais de 259 quilômetros. Mas para esta edição, a organização introduziu pequenas mudanças que, longe de suavizar o percurso, aumentam a tensão antes dos setores decisivos.
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O pavé voltará a ser o grande protagonista com cerca de 55 quilômetros de paralelepípedos. A corrida não entra em seu terreno mais seletivo até superar os primeiros 100 quilômetros, quando aparece o primeiro setor, mas a partir daí a exigência é constante.
Antes da Floresta de Arenberg, foram adicionados novos trechos que endurecem a aproximação e favorecem que a seleção ocorra antes de um dos pontos mais perigosos do dia. Como já foi feito no ano passado, a entrada no próprio Arenberg também foi modificada para reduzir a velocidade, introduzindo curvas que obrigam a se posicionar ainda melhor.
Após esse ponto crítico, a corrida entra em sua fase mais reconhecível. Mons-en-Pévèle e o Carrefour de l’Arbre voltarão a marcar o desfecho, especialmente este último, onde historicamente muitas edições foram decididas antes da viagem final ao velódromo.
Pogacar pode dar um passo gigante na História do Ciclismo
A grande referência volta a ser Mathieu van der Poel. O neerlandês chega como tricampeão consecutivo e com a possibilidade de igualar o recorde histórico de quatro vitórias, uma marca reservada a lendas como Roger De Vlaeminck e Tom Boonen. Além disso, ele enfrenta a oportunidade de fazer algo nunca visto, encadear quatro triunfos seguidos no Inferno do Norte.
Mas grande parte do foco também estará em Tadej Pogacar. O esloveno tornou um objetivo prioritário completar os cinco Monumentos, e a Paris-Roubaix é o único que ainda não figura em seu palmarés. Vencer aqui o colocaria em um grupo extremamente seleto, já que se tornaria o quarto ciclista da história a conseguir isso. Sua ambição vai além de uma clássica a mais, ele está diante da possibilidade de entrar em uma dimensão histórica dentro do ciclismo.

Nessa disputa entre história e presente também aparece Wout van Aert, que continua em busca de uma vitória que lhe escapou em várias ocasiões e que se encaixa perfeitamente em suas características. A falta de conhecer a lista definitiva de participantes, atualizaremos o artigo quando isso acontecer, nomes como Mads Pedersen e Jasper Philipsen completam um grupo de aspirantes que podem aproveitar qualquer cenário imprevisível em uma corrida onde tudo pode desmoronar em qualquer setor de pavé.
Mas a Paris-Roubaix não entende de lógica nem de roteiros pré-estabelecidos. É uma corrida que castiga cada erro e premia aqueles que sabem resistir quando tudo se descompõe. A força importa, mas aqui vence quem melhor se adapta ao caos.