Pogacar, obcecado com Sanremo, escolhe uma equipe para romper a corrida de longe
O UAE Team Emirates-XRG já definiu sua formação para a Milão-Sanremo 2026, uma data marcada em vermelho para Tadej Pogacar, que voltará a tentar conquistar o único Monumento, junto com Paris-Roubaix, que ainda lhe resiste. O esloveno enfrenta sua sexta participação com uma progressão constante em resultados e com uma equipe projetada para endurecer a corrida desde longe.
UAE Team Emirates-XRG reforça seu bloco para Sanremo com Poga?ar e um Del Toro em estado de graça
A equipe emiratense não chega apenas com seu líder, mas com um bloco claramente orientado a dinamitar o roteiro tradicional da Classicissima. Junto a Poga?ar estará um Isaac del Toro em plena explosão, recém-coroado no Tirreno-Adriático e consolidado como uma das peças-chave da equipe neste início de temporada. O mexicano já demonstrou que pode render em alto nível em corridas de um dia exigentes e seu papel aponta para ser decisivo nos momentos-chave.
Ao seu lado, nomes como Jan Christen, fundamental no recente sucesso de Del Toro, reforçam a capacidade da equipe para selecionar a corrida nos pontos críticos. Também se destacam corredores como Florian Vermeersch, que começou o ano com protagonismo nas clássicas, ou o sempre confiável Domen Novak, habitual neste tipo de cenários.
Completam a formação Felix Großschartner e Brandon McNulty, que chegará após superar sua queda em Paris-Nice e fará sua estreia nesta corrida, trazendo profundidade a um bloco que combina escaladores, rodadores e gregários com capacidade ofensiva.
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Poga?ar, obcecado por Sanremo
Se há uma corrida que o campeão do mundo tem em mente, essa é a Milão-Sanremo. Desde sua estreia em 2020, sua evolução tem sido constante até se tornar um dos grandes protagonistas da prova. Nas duas últimas edições, ele quase alcançou a vitória com dois terceiros lugares, sempre apostando em uma abordagem agressiva que mudou a forma de correr esta clássica.
Em 2025, seu ataque distante junto a Mathieu van der Poel e Filippo Ganna quebrou o roteiro tradicional ao selecionar a corrida na Cipressa, algo pouco habitual historicamente. Esse tipo de abordagem volta a estar sobre a mesa.
O próprio Poga?ar reconheceu em várias ocasiões que o percurso se adapta às suas características, especialmente após ter estudado em detalhe o Poggio, ponto chave onde costuma se decidir a corrida. Sua intenção volta a ser evitar um sprint massivo e transformar a corrida em um duelo seletivo.
Uma Milão-Sanremo cada vez menos previsível
A edição de 2026 voltará a apresentar o percurso clássico de mais de 300 quilômetros, com as tradicionais passagens pelos “Capi” antes do encadeado Cipressa-Poggio. No entanto, o desenvolvimento da corrida nos últimos anos demonstrou que o desfecho já não está reservado exclusivamente aos velocistas.
Equipes como UAE Team Emirates-XRG contribuíram para transformar a prova em uma corrida muito mais aberta, onde os ataques distantes e o ritmo elevado podem romper o pelotão antes do final.
Com um bloco tão sólido e um líder decidido a fazer história, a equipe emiratense se apresenta como um dos grandes protagonistas da 117ª edição da Classicissima, que será disputada no próximo dia 21 de março.