Como costuma ser habitual na Kuurne-Bruxelas-Kuurne, muito espetáculo em sua parte intermediária, mas, finalmente, reagrupamento e desfecho ao sprint onde a notícia é que não venceu o máximo favorito, Jasper Philipsen, após ser o principal animador da jornada.
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A Kuurne-Bruxelas-Kuurne se resolve novamente em um sprint onde Brennan foi o mais rápido
Por mais que tentemos tirar lições de espetáculo, ano após ano, após ver a Kuurne-Bruxelas-Kuurne nos fica uma sensação de anticlimax. Muito espetáculo na parte intermediária, mas o trecho favorável que conduz ao pelotão desde a zona onde se concentram as colinas flamengas e a fronteira francesa onde se localiza a cidade de Kortrijk, ao lado da qual se situa Kuurne, faz com que o sprint seja o final que mais se repete.
A edição deste ano da Kuurne-Bruxelas-Kuurne foi marcada em sua primeira metade por uma fuga de 7 ciclistas na qual se incluiu Roger Adrià junto a alguns nomes notáveis como os de Johan Jacobs ou Dies de Bondt. Um trecho inicial onde não faltaram a tensão e as quedas, a mais grave das quais afetou um Tim Wellens que teve que se retirar com evidentes gestos de dor.
A 86 quilômetros da meta, as hostilidades se desencadearam definitivamente na subida ao muro de paralelepípedos de Mont Saint-Laurent, onde Jasper Philipsen em primeira pessoa tentava romper a corrida. Formou-se um pequeno grupinho favorecido pelo forte vento no trecho plano após a coroa, mas voltou a se fundir um nutrido grupo. O único efeito foi deixar fora de combate homens rápidos como Jonathan Milan e Dylan Groenewegen.
A jogada se repetiria no Kruisberg, o muro mais seletivo dos que foram ascendidos nesta Kuurne-Bruxelas-Kuurne, mas novamente, após a cota, era a Lotto-Intermarché quem se encarregava de fechar o buraco. Houve uma última oportunidade para romper definitivamente a corrida na Cote de Trieu, onde desta vez foi Dylan van Baarle quem buscou sua oportunidade. Novamente se formou um grupinho que finalmente seria neutralizado.
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Com pouco a relatar no longo trecho restante até Kuurne, além do ataque de um jovenzinho Héctor Álvarez que se deixou ver ou o furo de Philipsen que conseguiu resolver rapidamente após trocar de bicicleta com um companheiro, chegava-se ao circuito final onde nem mesmo houve tentativas de ataque com um Visma-Lease a Bike que marcava ritmo com toda a intenção.
A corrida se descontrolou em um pequeno trecho aberto quando faltavam apenas 2 quilômetros para a meta, e o principal prejudicado foi Jasper Philipsen que perdeu a posição e, sem companheiros, tão perto da meta, já foi impossível entrar em disposição de brigar pela vitória. Foi a Visma-Lease a Bike, na figura de Laporte, quem fez um lançamento perfeito para deixar em bandeja a vitória para seu companheiro Matthew Brennan, que consegue a que é apenas a terceira vitória da equipe neerlandesa nesta temporada, e duas são suas, após a conquistada na última etapa do Tour Down Under.
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